Tudo sobre a curadoria de vagas remotas fora do Brasil

Quando o assunto é trabalho remoto, os Estados Unidos e os países europeus certamente estão muito à frente do Brasil. E isso vale tanto em relação à quantidade vagas ofertadas, quanto em relação à cultura de trabalho. Por isso, para a Remotar é fundamental incluir vagas remotas fora do Brasil na nossa curadoria. Afinal, sabemos que muitos dos nossos usuários tem interesse nessas posições, seja para desenvolver um outro idioma, aprofundar uma nova cultura, ou conhecer pessoas de países distintos… isso sem falar na possibilidade de ganhar em dólar ou euro$. Então vamos descobrir mais sobre o assunto?

Como funciona nossa curadoria de vagas remotas fora do Brasil? 

É verdade que muitas vagas para trabalho remoto internacional restringem a candidatura de profissionais ao país sede da empresa. E isso acontece geralmente por uma questão de fuso horário, cultura ou até mesmo pelas facilidades da própria localização, uma vez que muitas organizações tendem a promover encontros esporádicos e trazer pessoas ao redor do mundo não é lá muito barato.

Felizmente existe um número cada vez maior de empresas — em especial de startups — dispostas a aceitar a candidatura de pessoas de qualquer lugar do mundo. Muitas delas, inclusive, chegam a ter colaboradores de mais de dezenas de países e sabem operar de maneira extremamente eficiente e escalável. E são essas as posições que focamos em nossa curadoria. 

De onde vem nossas vagas?

Primeiramente, temos em nossas bases uma série de sites de “HR Techs”. Estes são sites que fazem recrutamento e seleção de candidatos para as empresas que as contratam. Quando identificamos uma vaga da plataforma Workable, por exemplo, direcionamos os candidatos interessados vindos da Remotar para lá. Desta forma, todos ganham: a Remotar traz uma vaga de qualidade para nossos usuários; a Workable recebe mais acessos; e a empresa anunciante tem a possibilidade de receber mais candidaturas de qualidade

Quais são os critérios de escolha das vagas?

Felizmente, as empresas internacionais são bem detalhistas na descrição das vagas. Isso possibilita ter mais clareza a respeito de seus requisitos. Uma boa parte das vagas que selecionamos informa se a empresa é remota apenas para o país de origem ou para demais regiões.

No entanto, quando ela possibilita a aplicação de candidatos vindos de outras regiões, nem sempre elas incluem o Brasil. E isso acontece por um motivo bem específico: fuso horário. Neste caso, a maioria das vagas informam os fusos nos quais os candidatos devem estar disponíveis — e essas “time zones” podem variar bastante, como você deve imaginar.

Um exemplo é “EST”, isto é, “Eastern Standard Time” ou “Horário Padrão do Oriente”. O termo é utilizado para apontar os estados americanos ao leste do país, incluindo a cidade de Nova York. Portanto, em casos como este, procuramos postar vagas com horários de trabalho mais próximos do fuso brasileiro, para atender as necessidades dos nossos usuários

Mas aí você pode se perguntar: “e se um brasileiro ou brasileira morar em um fuso muito distante do nosso e estiver buscando uma vaga remota”? De fato, isso pode acontecer. Mas até o momento, praticamente 100% dos nossos usuários estão localizados no Brasil, Estados Unidos e Portugal. E por isso procuramos inserir vagas que atendam a esta demanda imediata. 

Mas e quando a vaga não deixa clara a possibilidade de candidaturas vindas do Brasil?

Postar a vaga quando ela fala “sim, você pode” é mais fácil. Mas e quando ela não fala nem que sim, nem que não? Neste caso temos que partir para um trabalho mais investigativo e, em alguns casos, até fazer algumas escolhas:

  • primeiro fazemos um pequeno trabalho de “stalker” e verificamos a lista de colaboradores da empresa no LinkedIn, para avaliar se existem brasileiros ou, ao menos, funcionários de países e fusos horários diversos. Caso haja apenas colaboradores americanos e/ou europeus, é um forte indício de que a vaga é mais limitada;
  • se o passo anterior ainda for inconclusivo, tentamos buscar por pistas na própria vaga. Por exemplo: se ela não menciona a necessidade de inglês fluente ou se ela lista benefícios muito específicos de um país, como por exemplo o 401k — plano de aposentadoria americano. 

Geralmente é a combinação dos fatores citados acima que nos faz optar por listar ou não listar uma vaga no nosso site. Mas se ainda assim ficar a dúvida, fazemos uma observação na vaga, em nome da Remotar, informando a situação e deixando a escolha de aplicação para a pessoa que está buscando a oportunidade.  

Errar é humano

Mesmo tendo o máximo de cuidado, sabemos que sempre existe a possibilidade de postarmos uma vaga incorretamente devido a estes momentos de dúvida. Portanto, se você tiver a informação de que uma das vagas da nossa curadoria não aceita candidatura de brasileiros, avisa a gente? É só enviar um e-mail para [email protected]. Assim você ajuda a gente, da Remotar, a oferecer um serviço de qualidade e cada vez melhor para quem precisa. 🙂

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