“Oi, você tem portfólio?” Dicas para montar o seu e responder “SIM” a essa pergunta com orgulho

Se você é designer (ou deseja ser!) essa pergunta é quase tão comum quanto “qual o seu nome?”. Pensando nisso, separamos algumas dicas sobre como criar um portfólio online — ou aperfeiçoar o que você já tem!

Meu nome é Marina, tenho 31 anos e atuo como designer há, pelo menos, 10 deles. Embora isso tenha começado como “brincadeira” um bom tempo antes.

E desde que comecei a trabalhar, tenho um portfólio online criado e, de tempos em tempos, atualizo ele para, além de mantê-lo sempre fresco, revisitar alguns trabalhos e projetos que realizei.

Por isso, te garanto: montar um portfólio também vai te ajudar a se compreender e se apresentar melhor profissionalmente.

Mas vamos começar pelo começo:

Afinal, o que é um portfólio e para que ele serve?


Um portfólio “nada-mais-é” do uma seleção de trabalhos realizados a fim de apresentar suas principais habilidades, competências e experiências como profissional.

Hoje em dia, para diversas áreas de atuação, ele é um item tão essencial quanto o currículo. Eu, como designer, muitas vezes tive que apresentar o portfólio muito antes de mostrar meu CV.

E como criar um portfólio?

Acho que o primeiro passo é pensar no seu objetivo ao montar seu portfólio. Reunir projetos realizados para apresentar em uma entrevista de emprego ou se aplicar em uma vaga de trabalho? Atrair novos clientes como freelancer? Ou, quem sabe, compilar e acompanhar sua evolução na profissional?

Isso te ajudará a pensar no formato que mais faz sentido apresentar seu portfólio.

Para atrair novos clientes

Se você quer atrair novos clientes, seu portfólio precisa ser visto e encontrado por quem nem sabe que está buscando você. Para isso, o ideal é que ele seja publicado como um site, por exemplo.

Para entrevista

Se você precisa apresentá-lo durante uma entrevista de emprego, talvez, o formato em PDF ou apresentação do Google / PowerPoint / Keynote seja mais eficaz. 

Há ainda opções físicas, onde é comum apresentar o portfólio como uma “pasta”. Esse recurso é bastante utilizado por arquitetos, fotógrafos e designers gráficos. E – convenhamos – se bem apresentados, trazem um valor ainda maior para experiência de quem avalia.

Mas, voltando para as opções digitais, existem diversas plataformas que possibilitam a criação gratuita de contas para portfólios. Estes são mais comuns por serem mais acessíveis, fáceis de compartilhar e atualizar.

O próximo passo, então, é escolher onde montar o seu portfólio. Selecionei algumas plataformas e ferramentas que são super fáceis de utilizar e que podem agregar muito valor ao seu camarote trabalho.

Google Apresentações

A primeira e mais básica de todas, acessível para qualquer pessoa que possui uma conta no Gmail (e se não possui, é super simples de criar!): o Google Apresentações.

Com essa opção, além de reunir todas informações necessárias num único local, você ainda tem a opção de compartilhar um link ou, se precisar, exportar em PDF para apresentar.

💡 DICA: Evite compartilhar seu portfólio em arquivos soltos no Drive. Isso dificulta o entendimento de quem avaliará seus trabalhos e pode te prejudicar na seleção.

Behance

O Behance é uma plataforma da Adobe (ela mesma, a mãe do Photoshop, do Ilustrator, do Premiere…) e funciona quase como uma “rede social” dos criativos.

Wix

O Wix é uma das formas mais fáceis e populares para “montar um site sem saber programar”.  

Além da versão gratuita, que te permite montar um bom site, porém com algumas limitações, você tem a opção de pagar para ter alguns recursos, como um domínio personalizado.

Squarespace

Também no formato de “monte seu site”, o Squarespace permite ao usuário criar páginas a partir de templates, o que pode ser uma ótima pra quem quer estruturar uma página sem perder muito tempo pensando em layout. 

Carbonmade

É uma ferramenta com soluções práticas para portfólios. Foi uma das primeiras ferramentas que surgiu pra facilitar a vida de quem precisava publicar um portfólio e não sabia como. Tem a versão paga ou free, mas uma desvantagem: só existe em inglês.

Cargo Collective

Eu diria que essa é uma versão hype. O Cargo, desde sempre, foi uma comunidade onde, para fazer parte, você precisa de um convite de alguém cadastrado – sei lá porque “cargas d’água” – e existe um limite de convites por usuário.

E se você optar pela versão free do Cargo, também existe certa limitação na personalização e número de projetos que podem ser apresentados. Caso queira personalizá-lo, é necessário pagar.

Portfolio Box

Como o próprio nome diz, assim como o Carbonmade, também é uma ferramenta exatamente para quem quer criar um portfólio online (ah vá!) e que conta com alguns templates base para personalização.

A vantagem, em relação ao Carbonmade é que esse é traduzido para o Português (de Porturgal! rs).

WordPress

Por fim, mas não menos importante, a minha opção favorita e escolha para o meu: o WordPress.

Para ele, temos dois caminhos: o WordPress.com, que tem tudo num pacote só — hospedagem, seu próprio domínio, suporte… claro, mediante pagamento! —, ou o WordPress.org, para quem tem um conhecimento um pouco mais avançado.

O WordPress.org é uma ferramenta gratuita e de código aberto que te permite personalizar plugins, temas e, claro, o código! Para a última opção, apesar da ferramenta ser gratuita, é necessário contratar um servidor de hospedagem, para armazenar os arquivos, além do domínio personalizado.

Escolheu? Agora, mão na massa!

Deixei essa parte por último, porque acredito que é a mais complexa, mas — ao meu ver — também é a mais gostosa! É a hora de você selecionar seus trabalhos e prepará-los para serem apresentados.

Algumas dicas

Uma coisa que eu sempre gosto de dizer é: coloque os trabalhos que realizou, mas também dê um espaço para os que gostaria de ter realizado. Isso porque – sabemos bem! – o projeto nunca vai pra rua do jeito que pensamos inicialmente. Ele é uma soma de vários pitacos. Então, apresente os projetos que foram para a rua, mas não se esqueça daquele projeto pessoal que é seu xodózinho. Ele pode dizer muito sobre você também!

Ah, inclusive, essa é outra dica que eu gosto: dê seu tom para o seu portfólio. Ele tem que ter a sua cara. Se você é uma pessoa séria, transmita sua seriedade nele. Se você se considera uma pessoa mais criativa, pense em algo diferente para incrementá-lo. Claro, pelo amor da deusa, tenha bom senso, para que ele não vire uma grande “piada interna”.

Apresente seus trabalhos de forma clara! Crie uma organização que faça sentido para você, mas também para quem vai visitá-lo. Você pode agrupar seus trabalhos por cliente ou por tipo de demanda. Por exemplo: “Logotipos”, onde você apresente em uma sequência, todos os logotipos que criou. Ou artigos que escreveu. Ou projetos 3D que modelou…

Conte — de forma breve — como foi o processo de cada trabalho: qual foi o desafio proposto pelo cliente, qual era o briefing, e qual foi a solução proposta. Também é bacana, nessa parte, contar quem fez parte desse trabalho com você. Gosto sempre de montar uma pequena ficha técnica que conta quem fez parte da equipe do projeto comigo. Se essas pessoas também tiverem portfólio é de bom tom linká-los nessa ficha! 🙂

Botando esse carro na avenida

Por fim, quando estiver com tudo pronto, compartilhe! Mostre para amigos, familiares, colegas. É sempre massa receber o feedback da galera e, claro, mostrar o resultado. Afinal, dá um trabalhão! rs

Aliás, enquanto escrevo esse texto, é 5 de novembro: Dia Nacional do Designer. Para [email protected] designers que chegaram até aqui: Feliz dia para nós!

E se você não é designer, mas está construindo um portfólio, espero que as dicas tenham sido úteis no seu caso também! (:

Seu portfólio já está pronto?

Manda o link nos comentários. Vou adorar conhecer seus trabalhos! (:
E se esse texto foi útil ou se você sentiu falta de alguma dica no processo, comenta também, que pensamos em algo pra te ajudar! 😉

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